A palavra vocação pode gerar ansiedade, mas também empolgação. Para muitos, surge a dúvida: “E se Deus não me chamou?” “E se eu não encontrar o amor da minha vida ou a vida religiosa?”. Essa apreensão é comum, especialmente quando nos comparamos com os outros e vemos nossos amigos seguindo caminhos diferentes.
No entanto, a verdade é que todos fomos chamados à existência. Não existe pessoa indesejada. Fomos criados por um Deus intencional, com um propósito único e um lugar especial em Seu coração. Essa é a sua vocação fundamental. A palavra vocação pode gerar ansiedade, mas também empolgação. Para muitos, surge a dúvida: “E se Deus não me chamou?” “E se eu não encontrar o amor da minha vida ou a vida religiosa?”. Essa apreensão é comum, especialmente quando nos comparamos com os outros e vemos nossos amigos seguindo caminhos diferentes.
O Chamado para Ser e Amar
Deus não nos chama apenas para existir, mas para circunstâncias específicas. A comparação com os outros, que muitas vezes gera insegurança, nos afasta do nosso próprio chamado. A melhor vocação para você é, precisamente, onde Deus o chama a estar, integrado ao que já acontece em sua vida. As portas que se abrem e fecham são caminhos que Deus nos mostra.
A vocação vai além do estado de vida. É, primordialmente, um chamado para receber e dar amor. Para amar, precisamos primeiro nos permitir ser amados. Somos fundamentalmente generosos, mas o esgotamento pode nos consumir. Precisamos aprender a receber o amor de Deus, a conhecer quem somos Nele.
As Dimensões do Amor Vocacional
Nosso amor é chamado a ser sacrificial, centrado na pessoa e gerador de vida. Essas dimensões nos ajudam a compreender a profundidade do nosso chamado:
- Amor Sacrificial: Inspirado em santos como Santa Josefina Bakhita, entendemos que o amor nem sempre será um conto de fadas. Seguir a Cristo implica abraçar o sofrimento com Ele. As feridas da vida, quando transformadas por Cristo, tornam-se fontes de esperança e cura para os outros.
- Amor Centrado na Pessoa: Como Edith Stein nos ensina, somos chamadas a cuidar do ser humano. Seja em meio aos estudos, no trabalho ou na família, devemos notar e responder às necessidades das pessoas ao nosso redor, com empatia e compaixão.
- Amor Gerador de Vida: Santa Gianna Beretta Molla exemplifica que o amor que gera vida não se limita à maternidade biológica. É uma atitude de servir, de tornar o ambiente mais vivo e alegre, de irradiar a presença de Deus onde quer que estejamos.
Santa Teresinha do Menino Jesus, mesmo em meio a grandes desejos, encontrou sua vocação suprema em ser amor no coração da Igreja. Sua vida, mesmo curta e marcada por sofrimentos, foi um testemunho poderoso.
Maria Santíssima é o modelo perfeito: sacrificial, centrada na pessoa e geradora de vida. Ela nos ensina a estar presentes, a notar as necessidades e a levar tudo a Jesus. Se você ainda não tem uma relação profunda com Ela, convide-a a ser sua mãe e irmã.
Discernindo o Chamado
Descobrir sua vocação não precisa ser complicado. Oração diária, diálogo com o Senhor, escuta atenta à Sua voz e a exploração das opções são essenciais. Lembre-se: o foco deve estar sempre em Jesus. Ele está buscando você mais do que você o busca. Oração diária, diálogo com o Senhor, escuta atenta à Sua voz e a exploração das opções são essenciais.
A sua vocação é viver em união com Deus. Seja solteiro, casado, consagrado, cada caminho é um convite para se aprofundar Nele. Se você for fiel ao que Deus lhe pede hoje, Ele abrirá as portas para os próximos passos. Seja solteiro, casado, consagrado, cada caminho é um convite para se aprofundar Nele.
Não tema suas feridas ou incertezas. A sua vocação, como a de Santa Catarina de Sena, é ser quem você é: amada, bela, noiva do coração de Cristo. Permita-se ser amada, e o mundo experimentará o fogo do Espírito através de você.





