Presépio: 5 Mitos e Verdades Essenciais

O presépio é, para os católicos, muito mais do que uma simples decoração. Nascido de um gesto de amor de São Francisco de Assis no século XIII, ele visava ajudar as pessoas a contemplar o nascimento de Jesus de um modo simples e tocante. Desde então, o presépio se tornou um símbolo de fé que atravessa gerações. Cada figura e detalhe fala ao coração sobre o amor de Deus, preparando-nos para o Natal. Mas será que o presépio que montamos hoje traz apenas elementos bíblicos? Ou detalhes vieram da tradição cristã? Convidamos você a conhecer cinco mitos e verdades sobre o presépio.

Mito 1: Os Reis Magos estavam na manjedoura.

É comum vermos os magos ajoelhados diante do Menino Jesus. Contudo, o Evangelho de São Mateus (capítulo 2, versículo 11) narra que eles entraram em uma casa, não em um estábulo. Isso indica que a visita aconteceu algum tempo após o nascimento, quando a Sagrada Família já estava mais estabelecida. Historicamente, os magos não estiveram na noite da manjedoura.

A tradição os coloca junto ao presépio por um motivo simbólico. Eles representam todas as nações que reconhecem Cristo como salvador. Sua presença no presépio, mesmo não sendo histórica no momento exato, ensina uma verdade maior: o nascimento de Jesus é um chamado universal à fé.

Mito 2: Eram três reis.

A Bíblia não especifica quantos magos eram, nem seus nomes ou se eram reis. O evangelho os chama de “magos”, sábios do Oriente. A tradição cristã fixou o número três por uma razão simples: foram três os presentes oferecidos: ouro, incenso e mirra.

Esses dons revelam algo profundo sobre Cristo. O ouro simboliza a realeza de Jesus. O incenso representa sua divindade. Já a mirra, usada para embalsamar corpos, anuncia profeticamente sua entrega na cruz. Assim, a tradição nos ensina a contemplar Jesus como Rei, Deus e Salvador.

Mito 3: O presépio era um estábulo.

Imaginamos um estábulo de madeira com feno. No entanto, São Lucas (capítulo 2, versículo 7) diz apenas que Maria colocou o menino em uma manjedoura, porque “não havia lugar na hospedaria”. A Bíblia não descreve um estábulo moderno.

Estudiosos sugerem que eram comuns grutas naturais como currais na Judeia ou um anexo da casa. O essencial é perceber que a Sagrada Família enfrentou uma situação de improviso e pobreza real. É essa humildade que revela a grandeza do amor de Deus, convidando-nos a contemplar aquele que se fez pequeno.

Mito 4: José era velho e frágil.

São José quase sempre é retratado como idoso e frágil na arte ocidental, mas essa imagem não vem da Bíblia. A Igreja não define sua idade. Sabemos que ele foi escolhido por Deus para ser esposo de Maria e guardião do Redentor, missão que exige virtude e coragem.

A representação de José como mais velho surgiu para destacar a virgindade perpétua de Maria, simbolizando que Jesus nasceu da obra direta do Espírito Santo. Muitos estudos bíblicos recentes defendem um São José mais jovem ou de meia-idade. A verdade essencial permanece: José foi um homem justo, obediente e profundamente santo.

Mito 5: O boi e o burro estavam mesmo lá?

Esses animais são parte do imaginário natalino, mas a Bíblia não os menciona explicitamente no nascimento de Jesus. Sua presença vem de uma leitura simbólica antiga, ligada à profecia de Isaías (capítulo 1, versículo 3):

“O boi conhece o seu dono e o jumento conhece a manjedoura do seu senhor.”

Os primeiros cristãos viram nesse versículo uma imagem profética: até os animais reconhecem o Senhor. Por isso, desde os primeiros séculos, o boi e o burro apareceram nas representações da natividade. Eles nos lembram que o Filho de Deus veio para todos e que a criação se curva diante do Salvador que nasce.

Ao desvendar esses mitos e verdades sobre o presépio, percebemos que cada elemento enriquece nossa compreensão do Natal. O presépio é um convite à reflexão e à fé, um lembrete visual do amor humilde de Deus por toda a humanidade. Que a montagem do seu presépio neste Natal seja ainda mais significativa.

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